Em 5 de Junho de 1972, realizou-se em Estocolmo, Suécia, a1.a Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, promovida pela Organização das Nações Unidas. A Conferência de Estocolmo, como ficou conhecida, foi um grito de alerta para todo o mundo sobre os perigos da poluição e nela apresentou-se a idéia de que a natureza deveria ser tratada como ciência.
A ONU, em função dessa Conferência, deliberou na Resolução 2.994, que o dia 5 de Junho seria o Dia Mundial da Ecologia e do Meio Ambiente. Porém, tendo em vista a complexidade do assunto passou-se a discutir e estudar a Ecologia e o Meio Ambiente como temas distintos. De maneira que durante as Conferências da ONU os debates também acontecem em datas alternadas, mas as comemorações, geralmente ocorrem no mesmo dia.
Na mesma ocasião, outra resolução criou também a UNEP - o Programa da ONU para o Meio Ambiente. Em 1866, o biólogo alemão Ernst Haeckel propôs que fosse criada uma disciplina mais específica dentro da biologia para estudar as relações dos seres vivos com o meio ambiente. Assim, da junção das palavras gregas "oikos" (casa) e "logos" (estudo) derivou a palavra ecologia. Contudo, essa disciplina ficou restrita aos meios acadêmicos até há pouco tempo.
Somente no século XX, os cientistas e as organizações começaram a dar uma maior importância ao estudo da ecologia, em especial à preservação do meio ambiente, ameaçada pela ação destrutiva do homem. A ecologia ganhou uma importância social após um grande incidente envolvendo o petroleiro Torry Canion que derramou 123 mil toneladas de óleo no mar, na costa da Inglaterra, em 1967.
Desde então, a palavra ecologia ficou ligada ao conceito de preservação da natureza e o homem passou a observar os resultados de sua intervenção no meio ambiente. A preservação dos meios naturais como uma condição para a manutenção da vida é o motivo pelo qual a ONU tem se esforçado para consolidar tratados e políticas ecológicas entre as nações. Dentre os assuntos mais discutidos estão a preservação de mananciais de águas, diminuição da emissão de poluentes e preservação das matas nativas.
Em 1992, a segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como Eco-92, aconteceu no Rio de Janeiro. O Brasil assumia um compromisso com a preservação da Natureza, em especial por suas matas nativas, como a Floresta Amazônica. A ECO-92 apresentou importantes documentos que deliberaram sobre os efeitos da economia industrial sobre o meio-ambiente.
Esses documentos levantavam questões de difícil aplicação pois agiam sobre o desenvolvimento das nações industrializadas, ou seja, os países ricos, e também sobre os países em desenvolvimento. Um desses documentos foi a famosa Agenda 21, assinado por 179 países, que discorria sobre a aplicação regional de políticas de desenvolvimento sustentado, ou seja, o desenvolvimento que possa se auto-sustentar, sem esgotar os recursos naturais disponíveis.
Atualmente, a maior preocupação dos ecologistas tem sido o aquecimento global provocado pela emissão de poluentes na atmosfera. Esse aquecimento do planeta é responsável pelas súbitas mudanças climáticas que temos presenciado e acarretam terríveis conseqüências para o homem. Os países poluidores, em geral os mais ricos, são os principais responsáveis pela "saúde do planeta".
Em 1997, foi assinado o Protocolo de Kioto, um tratado com essas nações que ficaram comprometidas com o corte de 5% nas emissões de gases poluentes. Contudo, os Estados Unidos, primeiro colocado em poluição da atmosfera, se retirou do acordo, o que torna ainda mais difícil acalentar a esperança de um futuro mais saudável para a humanidade.
Dia Mundial do Meio Ambiente
5 de junho

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